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terça-feira, dezembro 07, 2004

Amor e uma bigorna 

ÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ dor que preenches minh'alma...
ÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ vida escarlate de rosto lúgubre...
ÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ o caralho!
Sou tão lírico, não sou, amiga Eulália?
Há que tempos não a visitava para lhe fazer saber (coisa que decerto já esperava saudosa)... desta minha imensa badalhoquice requintada!
Hoje venho-lhe expôr um problema do qual lhe peço - minha santa amiga, como vai a labuta? - a maior atenção:
Uma mulher verseja no seu quarto.
Expõe o seu martírio sob frases maneirinhas que se complementam harmoniosamente. Diz que ama imenso. Que sofre de amor; que preferia borrar um pé todo a deixar de amar.
Pois muito certo.
Cada um ama consoante a aptidão que tem para a paneleirice.
No meu caso, o amor exerce-se na zona das virilhas e em acto crescendo.
Mas pronto - esteja atenta, cara Eulália, e deixe por um segundo as putas das farinheiras - , lá está a gaja, com a alma desfeita, a abrir amplas leiras de paixão a tinta permanente.
É aqui que surge a minha dúvida (sim, minha cara, que por entre este Oceano fecundo de saber, também surge uma maré baixa de vez em quando): amar é, afinal, uma coisa bela que nos faz ver borboletas esvoaçantes e estrelas paneleiristicamente cadentes, ou é antes uma merda que faz doer para caralho?
Será que a nossa amiga poetiza sofre por amor e é feliz quando lhe cai uma bigorna num pé?
Porque raio dizem os poetas que é no sofrimento que se sublima o amor?
E já agora, veja lá se concorda com isto: não era de pedir aos poetas todos (os bons, os maus, os muito maus e os paneleiros) que fossem versejar para o caralho?
A minha amiga diga-me: quando esse maganão com quem partilha a sua cama a abordou pela primeira vez, pôs-se para ali a versejar ao mesmo tempo que lhe desciam do rosto lágrimas de quatro-em-quatro?
Se o fez, deixe-me preveni-la (porque a estimo): tem um marido rabeta.

sexta-feira, outubro 29, 2004

Escrita Viva 

Ontem, no decurso da noite, eu e uns amigos - de entre o impar Jorge -discutiamos os senãos do romancista Júlio Diniz.
Jorge , num exercício d'escrita em tempo real que eu até então jamais vira, lança para a mesa esta pérola, que ia germinando no correr da conversa:

"Escritos Secretos de Júlio Diniz
(Excerto)

Era uma época em que se fodia com pinças e rendados... (os que podiam.... os outros iam ao cu às porcas no curral, nas noites chuvosas....)

O arfar da senhora condessa perante a visão do abade acentuou-se a ponto de fazer parar o relógio de pêndulo da sala, por sinal oferecido pela irmã da prima da tia Senhora de Rosmain, punheteira emérita condecorada com a Ordem da Manápula por serviços prestados à Pátria nas longínquas províncias da Índia.
Nos campos a vida decorria placidamente. A ovelha olhava para o Sr. Julião de forma lânguida enquanto ele lhe ia martelando o cu com o seu pujante marzápio, de tal forma que num raio de meia légua as ervas ficaram caídas e os touros ficaram zarolhos até ao fim dos tempos....
O mesmo se passava no Palácio de Telhares, refúgio da mais fina flor de intelectuais, artistas e políticos do país.
- Se o senhor Conde tiver a dita de me fazer um minnette fá-lo-ei crier de joi com um broche em que lhe engolirei le piçalhô até ao estômago... - dizia Mme. LeTouret entre dois salgadinhos.
No canto reservado ao pequeno altar, D. Joaquina debatia gravemente teologia com o arcipreste:
- …mas Sr. Arcebispo, a continuar nessa cruzada em breve sem pentelhos ficarei, e como sabeis, não há rata careca que ao Inverno sobreviva. Peço-lhe pois que por ora me deixeis a arrefecer a pêssega e que me benzeis o cu que ainda hoje nada o fez sair de misérias...
Lá fora o tempo ameno fazia os campos arados rescender a artemísia e jasmim.
Joaninha, amante da natureza como nenhuma outra criança ao redor de várias léguas, estava extasiada com os colhões do soberbo corcel, mas sobretudo com o enorme caralho que ora avante ora às arrecuas lhe faziam as delícias da memória recordando-lhe os grandes veleiros que um dia vira na foz do magnífico rio Tejo.
Na sala de fumo as coisas estavam também muito animadas. Enquanto o General de Alvor a cavalgava como o havia feito em passadas campanhas contra Franceses e jacobinos debatia-se D. Luíza Prates com uma piça na boca que era, nem mais nem menos, que a real piça do Princípe Koelstenhauzer, senhor de vários ducados e mais de duas dezenas de centímetros de troço a encimar mais de quatro onças de abastados colhões.
Foi então que no salão D. Joaquina elevou sobranceiramente a cona e de grelo em riste ordenou:
- Ou me fodeis na parreca agora, Sr. Barão... ou tereis que me esfodaçar o cu durante o resto da noite, que as cavalariças já estão encerradas e o meu desejo é tanto que vos sugarei esse vosso saco até à última pinga da vossa possível futura família!
Qual mancebo bem mandado, ao cu lhe salta o Barão, não antes de bem encerar o piçalho com o sebo de porco que consigo sempre trazia.
- Gritai pois pela criadagem, nobre Joaquina, pois só pararei quando vir o meu sêmen aristocrata jorrar por vossas narinas!
Chegou então o Visconde de Vilares, homem enorme e bem vivido. Após ter enriquecido no Brazil à custa de muito levar no cu montou negócio de putedo em Guimarães. Apenas de putas finas, que das grossas andava o distrito cheio.
- Bons olhos vos vejam, Sr. Visconde. Que o pó dos caminhos o não iniba de me sugar já o grelo, caso não seja o cansaço maior que a vontade de foder! - exclamou D. Inácia de Telhares...
- Por Deus! Isso seria o mesmo que dizer que recuso cabras ou vacas, ou mesmo bodes! - riu-se o Visconde - ora arregace a saia que vai já ver como lhe incinero esse cu enquanto o Diabo esfrega um olho.... e espero que não seja o mesmo! - gracejou.
Nisto entra D. Gracinda, copeira e ama, desde a fundação da família:
- Nossa Senhora do Bento Broche! Então a senhora leva no cu sem azeite? Ó Sr. Visconde! Olhe que acorda os animais!
- Tenha calma, mulher de Deus... que ensaboei o marzápio com mais sebo do que o que foi usado nas naus que descobriram o Brazil!... Olhe para ela! Nem tuge nem muge! Solta ais apropriados, mas é essa sua função. E se mugisse... pensariam que fodia a Micas, a mais bela vaca dos Telhares.... não acha?
- Sebo? Saiba o Sr. Visconde que nos bacalhoeiros de Viana se fode o Imediato a seco, mas só em noites de temporal. Não há cu que aguente tamanha vilanice! Tome lá minha senhora, esfregue bem o sabão na bilha que o azeite nem para os refogados chega..."

Jorge, Sexta-feira, 29 de Outubro de 2004.

Descansa em paz, Júlio, foste imortalizado.






terça-feira, outubro 05, 2004

Dizias-me tu... 

que não havia matéria para desbravar um pensamento neo-vanguardista!...
És cá um tretas, pá!
Não havia, diz ele!...
Vá lá um gajo confiar em ti...
És sempre a mesma merda, pá!
Já no outro dia me ficaste a dever 10 Euros e nada...
Ficaste como se não fosse nada contigo!
Deves estar à espera que eu me esqueça, não?
Palhaço!
A matéria não pode desbravar um pensamento neo-vanguardista o caralho é que não pode, pá!
"Ai.. isso é impossivel", e tal...
Parolo!
Não sei o que a Sónia - aquele apogeu de graça curvilínea - viu em ti, caramelo! Sinceramente...
Mas também te digo que a gaja tem cara de quem fode mesmo muito pouco...
Não pode! Pronto... e diz isto com um descaramento!
Olha... vai mas é apanhar nas nalgas!

terça-feira, setembro 21, 2004

Diga lá um palavrão, amiga Eulália... 

Vá lá... ande lá!...
Então? Não custa nada!...
Olhe que também... Às vezes é bem chatinha!
Só um!... Que mal tem?
Faz-me uma desfeita, minha cara... Palavra d'honra!
Diga umzinho e eu não a chateio mais!
Eu digo tantos!
Mas vá lá... Então?
Ó!


domingo, agosto 29, 2004

Deste que se assina... 

Um homem debruça-se sobre o germinar de um pensamento, cai... E parte os dois dentes da frente.
Mais tarde não só conclui que a reflexão pode ter acção directa na fisionomia do ser pensante como pode também ser motor d'arranque para comer uma dentista recém-formada só pelo preço da desvitalização.
Por que razão transponho este problema para a página lavadinha e muito paneleira deste blog, minha boa amiga?
Pela seguinte: já não mijo em linha recta há 3 dias, minha cara.
TRÊS DIAS!!!
São só uns esguichos mal formados e inconsequentes.
Terá isto a ver com a andropausa ainda em estado embrionário?
Será alguma reminiscência d'um trauma d'infância?
O que acha a minha boa amiga?
A amiga desculpe - não gosto de lhe ser rude - mas a minha cara não acha nada.
Por este andar ainda me aconselha a ir comprar alguma substância que restaure a simetria da minha mijaranga a uma farmácia de serviço!
A amiga já viu as horas?
Como vai a rega, boa Eulália?
Um beijo para si e para os seus deste que se assina.

sábado, agosto 14, 2004

Mande-me uns bolinhos!... 

Já a estou a ver, cara Eulália...
Agosto, cavaqueira no adro, famelga na área e as saudades degoladas ao sabor de uns rijos abraços. Uma festa.
A minha cara já nem me liga. Já não quer saber de mim.
Pois olhe... Quero lá saber!
Eu cá me arrumo na metrópole, choroso, bem entregue à maresia atlântica do abandono.
Viu, amiga Eulália?
Até já me dou ao aroma paneleiro da escrita melodramática.
Estava até capaz de escrever aqui um poema.
Pôr em cheque todos este anos de meticulosa maturação até ao glorioso estado de macho afro-latino. (Que sou!)
Não! Não me venha com desculpas. Não me diga que sou eu que tenho escrito pouco. As mulheres (e a minha amiga não foge à regra) têm esse dom macabro de nos passar sempre o testemunho da culpa.
Também não! Não mudarei o rumo da conversa. Não lhe vou falar de gajas.
Sei bem o seu jogo.
Tenta distrair-me com apelos maternais do seu cruel desmazelo.
Não vou nessa cantiga!
Sempre me saiu cá uma falsinha, heim?
Dê-me cá um abraço.

quinta-feira, julho 22, 2004

Olha que esta!... 

Minha boa e santa Eulália - cuja forte empatia guardo zeloso no meu coração e cuja estima que lhe tenho é duma honestidade e dedicação inquestionáveis - hoje quero dizer-lhe uma coisa: ando fodido!
A minha cara desculpe. Sei que é de esmero e cautela nos dizeres, e que só me perdoa este vernáculo infame por me achar (lá no fundo - fundo esse que nunca se descobriu qual ao certo) ...um bom rapaz.
Ando neste estado de rotice metafórica por serem de uma escassez javarda as vezes que eu já fui à praia este verão.
Tanto gajedo de extensos alicerces epidermicos bronzeados, tanta mulher a passear o cabrão do cãozinho à beira-mar com uma fitinha maricas engolida por entre as nádegas e eu para aqui a engasgar as hormonas no tédio das quatro paredes.
Compreendo que à minha amiga lhe faça uma certa confusão a moda da fitinha no rego.
Gaja beirã que se preze é de manter o nalgueijo carnento coberto no cuecão e branquinho como as trombas de um leitão tresmalhado (sendo que as manchas escuras vêm da pólvora produzida pela raça bravia do cu nortenho. E bem!).
Há até aquela famosa anedota (inventada por um abafador de sardos, aposto) que diz das diferenças do outrora para os tempos que decorrem em termos de paninho tapa-nalgas: antes desviava-se o pano para ver a peidaça, agora desvia-se a peidaça para ver o pano.
É bem. Mas isso não impede do meu fodimento.
Seja mais ou menos pano, também eu quero apalpar o tecido.
E a lavoura, minha boa amiga, vai indo?



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